sábado, 9 de abril de 2011

A dieta que nunca tem fim

Como quase toda mulher eu nunca fui gorda, mas sempre me senti assim. Só agora, com muita consciência, posso dizer que no momento estou um pouco gordinha. Mas não foi culpa do Henrique, nem da gravidez. Foi um pouco a idade, um pouco de descuido e também a falta de tempo de fazer exercícios.
Comecei a me sentir gorda desde sempre. Com uns dez anos eu era normal, mas eu tinha uma amiguinha bem magrinha e que não comia direito. Então todas as vezes que eu ia à casa dela, a mãe dela ficava dizendo o quanto eu era "forte", só para ver se a Dani se animava a comer melhor. Para mim, aquilo era o fim. Eu ficava com muita raiva, achava que ela estava me chamando de gorda.
Tinha também outra amiga, a Nani, linda e bem magrinha também. Eu ficava arrasada quando eu ia na casa dela e ela tinha que me emprestar alguma roupa, mas nenhuma servia. Então eu tinha que usar as roupas da Nilza, mãe dela. Como se isso fosse o fim do mundo. A Nilza é uma mulher e uma mãe incrível, hoje ela sabe que sinto o maior orgulho dela e de ter usado suas roupas.
Então minha primeira dieta eu deveria ter mais ou menos uns doze anos. Eu botei na cabeça que era "gorda" e por conta própria eu tirei totalmente o arroz, o pão e os doces.
Desde então já fiz todos os tipos de dieta possíveis. Nunca tomei remédio para emagrecer, mas já tomei diet shake, herba life, já fiz dieta dos pontos, dieta da revista boa forma, dieta de três dias, de uma semana, de quinze dias. Já fiz até a dieta da água (era para tomar 2 litros de água em jejum todos os dias, olha que absurdo) e dieta da sopa. Já fiz dieta com vários nutricionistas e dieta ortomolecular. Já tirei o carboidrato totalmente, ou só à noite. Também já fiz dieta em que você compra todas as comidas e lanches congelados para comer só aquilo. Já tive até a fase de "aprendiz de marombeira" (porque marombeira nunca consegui ser), quando eu malhava mais forte e tomava shake de proteína, L-carnitina, cafeína e aminoácidos.
O fato é que eu sempre quis cuidar da minha saúde, com dieta e exercícios. Mas a meta era sempre muito difícil de atingir. Eu entendia tudo de percentual de gordura e de metabolismo (já fiz até exame para saber como era o meu), mas nunca consegui chegar na meta que eu queria. Eu até me aproximava, mas não conseguia.
Na gravidez eu continuei me cuidando. Relaxei um pouco quanto à quantidade, mas comi muitas frutas e verduras. Me preocupei mesmo foi com a qualidade dos alimentos. Com 5 meses, o obstetra descobriu que eu estava com intolerância à glicose e me assustou muito quanto à diabetes gestacional e o risco para o bebê. Aí fiz a dieta mais séria da minha vida, a risca mesmo, porque eu morria de medo de causar algum dano à saúde do Henrique. No final, engordei 14 quilos. Não era o ideal para o médico, que queria que eu engordasse apenas 9, no máximo 12 quilos, mas fiquei muito feliz. Foi o melhor que pude fazer.
Depois que o Henrique nasceu fiz a dieta para não dar cólica. Tudo o que me falavam que era ruim para cólica, eu não comia. Não sei se adiantou porque o Henrique tinha cólica do mesmo jeito.
Passada a fase das cólicas eu me dei um tempo. Puxa eu estava morrendo de cansaço e ainda tinha que medir as colheradas? Exercício então eu não tinha energia nem para pensar neles, quanto mais para começar algum. E sem essa de que empurrar o carrinho do bebê é exercício físico.
Enquanto eu amamentava não tive problemas. Cheguei a emagrecer tudo no início, depois engordei um pouquinho, mas nada muito drástico. Depois que parei totalmente a amamentação é que foi o problema. Comecei a engordar quase um quilo por mês até que fiquei uns 8 ou 9 quilos acima do peso.
Então comecei a dieta quando o Henrique estava já com 1 ano e 2 meses. Os exercícios começaram quando ele já tinha 1 ano e 4 meses.
Era o tempo que eu precisava para retomar, não a minha vida de antes, porque não tenho mais tanto tempo nem disposição, mas o mínimo para tentar ter uma vida saudável.
Hoje parei de me cobrar o impossível. Se antes eu achava que estava gorda com 60 quilos ou um pouquinho mais, hoje está ótimo. Só não quero é ficar engordando sem parar. E os exercícios faço na medida do possível. Antes eu achava 3 vezes pouco, agora está passando de bom. Tem até semana que nem consigo ir. Aliás, hoje faço questão de nem saber qual é o meu percentual de gordura. Quanta bobagem... O ideal pode ser pesar 50, 60 ou até 70 quilos, depende da pessoa, da sua genética, do seu estilo de vida, do seu humor, do seu tempo disponível.

4 comentários:

Erica Abe disse...

Telminha!
Adorei o seu blog!

A idéia de dividir nossos pensamentos com leitores - conhecidos e desconhecidos - faz um super bem. Pra gente e pros outros...ahaha!

Sobre essa praga de dieta, concordo com vc: o importante é se sentir bem, aceitando as nossas particularidades. O problema é que essa tal da culpa pega mesmo, né? Entendo que é uma luta diária fugir dessa padrão "tem que ser igual capa de revista pra ser feliz". Mas o importante é não desistir!

bjão

Tâmara disse...

Oi, Telma!
Estou adorando seu blog! Ainda nem sou mãe e nem grávida e já estou me identificando com tudo isso! Com certeza vai me ajudar muito nos próximos anos!

Bjs,

Tâmara

mariavitoriafbr disse...

É Tema, a briga das mulheres com a balança parece ser eterna. Mas você sempre esteve bem. Eu a achava uma criança magrinha. Não encuca não. Você vai ser sempre maravilhosa!

Telma disse...

Queridas, obrigada pela participação e voltem sempre! A praga da dieta é um martírio eterno para a maioria das mulheres. Tive que desabafar...