segunda-feira, 26 de março de 2012

Aprendendo a nadar

A Folha divulgou recentemente uma matéria sobre a natação para bebês menores de 12 meses. Segundo um estudo realizado na Bélgica, a natação não é recomendável para bebês com menos de um ano porque eles são vulneráveis e mais sujeitos a infecções, com mucosas muito reativas e pulmões imaturos. Os especialistas belgas advertem que as mesmas vantagens da natação - tanto físicas quanto afetivas - podem ser obtidas com um simples banho. Leia a matéria AQUI.
Achei muito interessante esse estudo e decidi compartilhar com vocês a minha experiência com a natação. Aprendi a nadar já no final da adolescência por recomendação de ortopedista. Logo que aprendi o básico me apaixonei pelo esporte. É um exercício completo, ao mesmo tempo vigoroso e relaxante. Gosto muito porque funciona como uma terapia. 
Na infância, aprender a nadar, além dos benefícios já conhecidos, é uma questão de sobrevivência. Gostando, ou não, a criança precisa aprender. A vantagem de colocar bem cedo na natação é que a criança provavelmente não terá nenhuma resistência a gostar da água.
As academias costumam oferecer a natação para bebês a partir de 6 meses. Eu não conhecia nenhum estudo desfavorável, mas meu instinto materno resistiu. A ideia de mergulhar um bebê ainda pequeno dentro da piscina não me agradava. Será que faz tão bem assim? Será que ele vai adoecer mais? Será que ele vai gostar da natação se eu colocar um pouco mais tarde?
Como eu também não tinha tempo para levar o Henrique nas aulas, deixei o tempo passar. Ao questionar a pediatra, ela disse que preferia que eu esperasse mais, já que Henrique adoecia muito (dos 7 meses até os dois anos). Ela me falou que as mães se cobram muito para colocar o filho na natação e se não conseguem colocar bem cedo sentem como se estivessem causando algum prejuízo na vida da criança. Não é bem assim. 
Sobre as doenças, não acho que a água faça adoecer mais. Só que se a criança já está com nariz escorrendo ou com tosse pode piorar ainda mais. Se a criança vai a creche ou escola, quase sempre ela está assim. Então, colocar na natação significa de duas uma: ou a criança vai piorar ou vai faltar muitas aulas. Se a criança tem tendência a otite, a água também não é muito indicada.
Preferi esperar a imunidade do Henrique melhorar e o coloquei na natação com dois anos e três meses. Foi ótimo porque nessa fase eu ainda fazia a aula com ele, o que deixa mãe e filho mais seguros. Completamente adaptado ao meio aquático, o Henrique mudou de turma e agora faz a aula sozinho. Que emoção ver o filho batendo as perninhas para atravessar a piscina!
O Henrique sempre gostou muito de água. Por isso, vou colocar umas dicas que observei serem muito boas para facilitar a adaptação ao meio aquático:

* Quando bebê, nunca dê o banho se ele estiver com fome para não criar uma resistência à água. Lá em casa, eu sempre amamentava o Henrique antes do banho (só um pouco) e complementava a mamada depois. Acho que ajudou.

* Bebês pequenos se sentem mais seguros de bruços do que de barriga para cima. Por isso, comece o banho de bruços e tente dar o banho quase todo nessa posição. Vire o bebê para cima só no final e bem rapidamente para terminar o banho. Se possível, dê o seu dedo para ele segurar porque o bebê se sente muito inseguro com a barriga para cima.

* Quando o bebê começar a ficar mais esperto e já estiver sentando, coloque uns brinquedos na água. Vale qualquer brinquedo seguro. No começo ou colocava bichos de borracha. Depois comecei a colocar qualquer brinquedo de  borracha ou plástico, até aqueles próprios para areia, como baldes, potinhos, regador, forminhas... O banho vira um momento de brincadeira delicioso!

* Quando ele estiver um pouco maior, acostume a jogar um pouco de água na cabeça dele com os próprios brinquedos ou com sua mão.

* Depois que ele já estiver acostumado a jogar água na cabeça, você pode também ensiná-lo a afundar um pouco a boca na água para fazer bolhinhas (tente fazer junto para mostrar e diga que vão brincar de caminhãozinho). Essa é uma atividade que eles fazem na natação.

* Lá em casa, banho é brincadeira até hoje. Como o Henrique não cabe mais na banheira já há algum tempo, compramos uma bacia de plástico bem grande para o banho durar mais tempo.

Aqui em Brasília, os bebês começam a fazer as aulas sozinhos de dois a três anos, dependendo da academia. Para mim, foi muito bom fazer aula junto com o Henrique antes. Mais do que ele, eu mesma precisava segurá-lo para me sentir mais segura. Se a mãe (ou o pai) são apavorados ao extremo, é melhor trazer outra pessoa para acompanhar a criança. Pais apavorados causam muita insegurança na criança.  
Depois que a criança começa a nadar sozinha, ela fica bem mais solta e se desenvolve muito rápido. Logo consegue mergulhar e atravessar boa parte da piscina batendo as perninhas. Muito emocionante!
No meu entendimento, não existe um momento perfeito para aprender a nadar. Sempre é ótimo aprender! Mas acho mais adequado para bebês um pouco maiores (a partir de 1 ano e 6 meses). Se ainda não deu para colocar seu filho, tente assim que for possível. Quanto mais cedo, a criança tem mais facilidade e menos resistência a gostar da água. E os benefícios são muitos! 

13 comentários:

Fabrisia Garcia disse...

Ah Telma, eu sou suspeita para falar... Mas o Davi começou na natação quando completou 4 meses!!! Isso mesmo, 4 meses... Lógico que só começamos depois da aprovação do pediatra, que disse não ter nenhuma comprovação que a natação aumente as chances do bebê ter otite, e ele nunca teve... Lembro que sempre tínhamos mto cuidado na hora de tirá-lo da piscina, cobrindo direitinho a cabeça para não pegar nenhuma corrente de ar no caminho do banheiro,e demoramos uns 2 meses para deixá-lo mergulhar...
Para nós deu mto certo. Como meu pequeno é mto agitado, acho que a aula faz bem para ele gastar bastante sua energia.
Beijo

Ivna Pinna disse...

Telma, o Enry é apaixonado por água, piscina.. acho que deve ser a genética do pai que aflorou nele. O maridão é nadador e já participou de muitas maratonas aquáticas, e nos últimos tempos o Enry tem assistido alguns treinos e competições.
estou com muita vontade de colocá-lo esse ano, na escola que ele estuda.
Acho que ele vai gostar bastante!

Beijão e Obrigada pelas dicas!

Laurinha disse...

Telminha, adorei o post. E que delícia de sorriso do Ique na piscina!!! Acho que quando eu resolver ter o meu bebê, ao invés de livros eu vou é reler o seu blog todinho!!! Parabéns mais uma vez! Beijossss

Juliani disse...

Assim como a Fabrisia também sou suspeita. O Eduardo começou a natação com 7 meses e não tenho nada do que reclamar... E foi orientação médica tanto da cardiologista quanto do pneumo. Fui bem criteriosa na escolha da escola de natação. Mesmo pagando um pouco caro, vale a pena.
O Edu é um peixinho, amaaa água, é uma graça!
Eu aprendi a nadar desde pequena com minha mãe que fez muito tempo de natação e com 4 anos também comecei a fazer aulas. Nadar é fundamental.
Acho um exercício completo.
Beijos

Celi disse...

Ótimas dicas Telma. Adorei! Acho que é isso mesmo. Acho super importante a criança aprender a nadar, mas também concordo que não precisa ser tão rápido assim.
Os meus ainda não fizeram aula e nem sei como será morando na Alemanha. Terão que aprender, mas fazer aula.... precisamos ver.
Adorei a foto!
Um grande beijo.

Futura mãmã disse...

Nataçao e uma modalidade boa e completa demais para nossos pequenos.
Bjinhos

Telma disse...

Fabrisia e Ju, também sou apaixonada pela natação. Para decidir a hora certa, devemos seguir a opinião do pediatra e o nosso instinto materno. Se a criança adoece demais, acho que vale a pena esperar. O que quis dizer é que a natação para bebes pequenos é mais uma brincadeira do que propriamente uma natação. Lógico que tem muitos benefícios, mas acho que pode ser substituída por brincadeiras durante o banho. Quis dar umas dicas para as mães que nao podem ainda levar. O Davi e o Edu já são peixinhos desde cedo e estão de parabéns! Quem coloca, nunca se arrepende! Beijos

Marina Breithaupt disse...

A Babi foi pra natação pela primeira vez com 6 meses..isso há dez anos atrás. E foi uma otite atrás da outra, até que desisti. Mas como tinhamos piscina em casa, tinha pavor de ter uma criança que não sabia nadar. Então, com 1 ano e meio coloquei ela novamente na escolinha...teve algumas dores de ouvido..mas depois foram mehorando. è um sereia na água. AMA. O Theo já nada tb! bjos

V@léria S@ndry mamãe de Gustavo e Gabriela disse...

Oi amiga, sou nova por aqui e gostaria que vc visitasse o meu blog.
www.gustavoegaby.blogspot.com. estou te seguindo.
Bjinhos

Karine Paim Maia disse...

Gostei muito do seu post. Importante informação! Estou acompanhando os comentários para formar minha opnião. Mas obrigada por compartilhar. bjinhos

*Tati* disse...

Meu filho mais velho começou a nadar aos 6 meses. Ele adorava, mas confesso que não vi muito desenvolvimento... tanto é que o meu caçula só entrou na natação com quase 2 anos.
De qualquer forma, além de ser uma ótima atividade física, é uma maneira de inserir mais diversão na rotina dos pequenos.

Amanda disse...

Oi!
Muito legal o seu blog.
Também faço parte da turma q optou por colocar o bebê antes de 1 ano na natação (aqui foram com 8 meses), mas não tivemos qualquer problema.
Escrevo no www.bigmothernsbrasilia.com e recentemente publicamos uma lista com as academias que oferecem natação para bebês em Brasília.
Está aqui para quem se interessar: http://www.bigmothernsbrasilia.com/2012/04/especial-melhores-momentos-2011-natacao.html

Bjos

Amanda
www.bigmothernsbrasilia.com

Michele M Otero disse...

Estou fazendo uma pesquisa sobre esse tema e achei ótimo seu texto. Muito bem escrito e com informações importantes, além claro, de sua opinião de mãe.
Minha filha fez 3 aninhos em junho e vou colocá-la na aula de natação. Na verdade já queria tê-la colocado, mas na minha cidade as academias só aceitam crianças a partir de 3 anos, então tá no prazo. kkkk
Eu concordo com você, também acredito que não exista realmente necessidade em se colocar um bebê na natação. Quando a Gabi era pequeninha eu á levava na piscina, mas não com a obrigação de aprender alguma coisa. Ela ficava sentadinha na escadinha brincando e se divertia horrores. Até dispensava a mão que teimava em segurá-la. kkkkk

michele-otero.blogspot.com.br

Bjo. Tô seguindo seu blog. :)