quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aceita um palpite?


Toda mãe acha que faz o melhor pelo filho. Ouvir um comentário sobre como ela deveria agir é algo que pode incomodar muito. E sempre tem alguém, às vezes com a maior das boas intenções, para dar um palpite. Lógico que precisamos de ajuda, mas seria tão bom se pudéssemos pedir por ela. Ocorre que as pessoas se intrometem em excesso, e as mães ficam chateadas, preocupadas e inseguras. Às vezes até se questionam sobre a própria capacidade para criar os filhos.
Acho que podemos lidar melhor com essa situação delicada e “aprender a ouvir” sem se incomodar tanto. Quase sempre o conselho não é uma crítica, mas uma tentativa de ajuda. A solução pode ser abstrair a intromissão alheia e acreditar que a pessoa realmente está preocupada com o nosso bem-estar e o da criança.
“Aprender a ouvir” é uma sabedoria para não desgastar as relações ou se aborrecer. É possível “filtrar” os palpites para só captar as coisas boas. Se não tiver nada de bom para ser aproveitado, o melhor a fazer é ouvir com paciência.
Se nos mantivermos calmas e desarmadas, quase sempre podemos tirar algo de positivo de qualquer situação, por mais incômoda que ela possa parecer. Pelo menos, podemos dar boas risadas.
Respire fundo, ouça e filtre a informação. A melhor alternativa, sem dúvida, é ouvir o conselho com atenção e agradecer a sugestão. Se achar que é bobagem e não quiser seguir o conselho, continue a agir do seu modo. Pelo menos a interferência pode levar a uma reflexão. No final, quem decide o que é melhor para nossos filhos somos nós mesmas.
Gosto dos palpites porque eles me fazem realmente refletir. Os conselhos que recebi já me ajudaram em muitos casos. Valorizo porque, normalmente, quem palpita é quem se importa com a gente.
Além dos palpites, penso que devemos filtrar tudo o que lemos nos livros sobre o desenvolvimento e a educação dos filhos. Quando estava grávida, me informei bastante com cursos e livros. Achava que estava preparada para ser uma ótima mãe. As informações em excesso me atrapalharam um pouco, porque me desconectei com meu instinto materno. Queria mesmo era colocar em prática tudo o que eu tinha lido nos livros, tintim por tintim, porque “era melhor para o meu filho”. Por acaso o (a) autor (a) do livro conheceu o Henrique?
O único livro que li, reli, e posso dizer que tudo nele pode ser aproveitado é “A auto-estima do seu filho”, de Dorothy Briggs. É um livro excelente que recomendo a todos. Cuidado com os livros que prometem “resolver todos seus problemas”. Você até pode ler, mas com cautela, muita sabedoria e bom senso.
Informação ajuda, mas toda mãe tem que entender que seu filho é único e não tem manual. Seguir um roteiro quase sempre representa um fracasso. Devemos aceitar e respeitar as características, o ritmo, a personalidade de cada um. Quem nos ensina a ser uma boa mãe não são os livros, e sim o nosso bem mais valioso: o filho. E quando você acha que aprendeu tudo e se tornou uma boa mãe, vem o segundo filho, totalmente diferente do primeiro, e tudo precisa ser revisto novamente. Será que algum dia vamos descobrir que já aprendemos tudo sobre filhos?
E vocês, como reagem aos palpites? Os palpites incomodam? Deixam vocês irritadas?

14 comentários:

Angi disse...

Amiga!
ADOREI!
Eu particularmente não gosto de pitaco, só se eu pergunto.
Que nem tu falou, que o autor do livro não conhece nossos filhos, acho que ninguém conhece ele melhor que eu,já disse mil vezes que não posso contar com a ajuda de ninguém, fico o dia com ele, e é bem raro alguém me ajudar até para fazer a mão, então NÃO GOSTO PITACOM, e se tenho dúvida falo direto com a pediatra, ou com vocês que me acompanham!hahaha
Mas é bom saber ouvir, acho que uma mãe sempre pode ensinar algo para outra, mas prefiro nos blogs do que parente...hahaha
ÓTIMO TEXTO, como todos os teus!
Beijos
Angi

Mon Maternité disse...

Telma amada! Perfeito o texto! Eu sofri muito com conselhos, na verdade ainda sofro! Como engravidei morando com meus pais, eles vêem a Sophia como filha (na maioria das vezes). No inicio, eu me rebelei muito porque tudo tinha que ser como eles queriam! Desde a hora do sono ate a hora que eu ia amamentar! Quando sai de casa eles me ligavam a cada meia hora para saber se eu tinha dado mamadeira, trocado a fralda! Me sentia uma inútil! Foi horrível! Depois que casei é que eles me "respeitam", e isso fazem três meses! Hoje posso dizer "mãe não faz assim com a Sophia" antes eu tinha que aceitar tudo o que eles queriam! Palpites de mães jovens e de primeira viagem são melhores que muitos conselhos de avós e bisavós!
Ufa, desabafei, esse tipo de coisa não dá pra escrever no meu blog, minha mãe o lê, huahuahua!!

Parabéns! beijos, Má
www.monmaternite.blogspot.com

Fabrisia Garcia disse...

Oi Telma,
Mais um otimo texto! Concordo com td que vc disse, inclusive meu lema é: "Respire fundo, ouça e filtre a informação".. Funciona mesmo! Como vc disse cada criança é diferente, e somente nós mães é que conhecemos melhor os nosso filhos... Claro, sempre com a ajuda do meu pediatra, o único que sempre tento seguir a risca as orientações, pois sempre está certo, pelo menos até agora.
Bjos
Fabrisia

Chama a mamãe disse...

Telma,
Amei o texto, vc sabe que temos muito em comum. Eu também filtro muito o que ouço e leio, e adorei a dica do livro.
Mas confesso que as vezes me irrito com alguns palpites, pois não são simplesmente palpites, são intimações, ai temos que nos impor, como fez nossa amiga Marcella. Principalmente se tratando dos avós.
Bjos querida

Natália a mãe disse...

Oi querida, qdo tive minha primeira filha com 18 anos nao cuidei dela sozinha, minha ex sogra tomou as redias de td...e eu como nao sabia nadica de nada de como cuidar de um bebe ficava na minha, aceitava td quieta...e chegou o dia em q cansei!
Qdo engravidei pela segunda vez disse aomarido q nao qria ninguem alem dele dando palpites na forma como crio minha filha...Por isso fiz cursos e mais cursos, eu e ele, sobre tudo desde gravidez, parto, amamentacao e etc...
E olha, foi o essencial! Ninguem veio aqui me encher a paciencia com palpites, nem minha mae...nem sogra (rs), ninguém! Visitas vieram só dps de 1 mes - recomendaçoes do PED -, e foi td ótimo pefeito.
E hj qdo alguem fala o que quer a respeito da minha maternidade, ouve o que nao quer!
É claro que existe os palpites construtivos, e esses sao bem vindos, mas tem uns que melhor nem comentar,...
Beijos

Simone disse...

Oi!! Muito bom o texto! Eu sou muito aberta aos conselhos que recebo. Mas dependendo do meu humor (ou mau humor, que raramente tenho) logo respondo: Nossa, nao sei como ele sobreviveu até hoje! Mas ja vi muita gente se incomodando com isso. Bjs!

Angi disse...

Queri
lógico que pode escrever sobre primeiro amor, eu só falei meio por cima né, não quis aprofundar muito, até porque como está tão longe não formei nenhuma opinião muito acertada!Tenho certeza que vais escrever muito bem, amanhã as 15:30 e domingo as 16:45 vai repetir, assiste no GNT canal 41, para ver, achei muito legal o programa!
Bjs
BOM FINAL DE SEMANA!

Juliani de Paula disse...

Oi Telma!
Em relação aos palpites faço igual você, filtro eles, não sei se por conta disse nunca tive problemas com eles! Escuto e se não for nada construtivo não ponho em pratica, tento entender que a pessoa que da o conselho só quer o meu bem....
Beijãooo

Obs: não consegui comentar no blog da Cassie também!

Beijos

Monique Campos disse...

Olá, sou amiga da Angi, ela me indicou o seu blog e eu adorei, nossa palpites, que temaaa!!!! Eu sofro com isso, meus pais sempre se intrometem da educação das minhas filhas, palpitam tanto que acabam estragando ela, deixando ela contra mim!!! Ninguem sabe o que é melhor para nossos filhos, só nós MAES, é dificil essas pessoas!!!!! Mas enfim... é a vida, sem esses palpites o que seriamos tbm???? Bom estou começando agora nos blogs se quiser me visitar, Beijão ....

Bárbara Barreto disse...

Telma, flor, você está MUITO desaparecida! Estou com saudades dos seus comentários nos posts... quase não te vi lá no Baby Dicas.

Queria te convidar a escrever na coluna "De Mãe para Mãe".

Me manda o seu email no contato@babydicas.com.br para te explicar melhor?!?

Beijo grande,
Bárbara

Bárbara Barreto disse...

Quanto ao texto, TENHO ME IRRITADO TANTO!
Vou tentar seguir o seu conselho de filtrar as coisas... quem sabe não consigo, né?
Beijo grande e muito obrigada por mais um texto que me faz refletir!

Anônimo disse...

Vixe...Isso foi pra mim? Desculpa aí!
Me esqueci que mãe não gosta de palpite... É que a gente convive com a pessoa e sabe como ela funciona. O Matheus tem que ser tratamento "Tropa de Elite" com direito a tortura e "pede pra sair". Aí ele fica mansinho, mansinho... O Thiago é outro caso. Você precisa ir aos gregos pré-socráticos e estudar um pouco de retórica se não ele dá um nó na sua cabeça e prova, com fortes argumentos que o errado é você! Mas confesso que adoro discutir com o Thiago. Me orgulho com a sua inteligência... E eu ganho na retórica. Sócrates e Platão salvam...
Não vou mai pitacar sobre o desenvolvimento do Henrique. Só que, por favor, para de falar "bebezês" que ele deve rir de você por dentro.
Aprenda algumas palavrinhas: dormir,
comer,
cachorro,
galinha,
chupeta,
carro...
Bicoitim tá ótimo, cuzcuz e todo o resto.

E faça ele repetir essas palvras para o desenvolvimento da motricidade oral dele. falar é a melhor ginástica. E não facilite. Teste a complexidade do raciocínio dele. Você vai se surpreender e ele que um belo dia vai olhar pra voc~e e falar: "Mamãe, você já "nanou"? Que que eu pegue sua "pê" ou quer brincar com o au-au?"

Beijos da irmã intrometida e nazista no bom sentido,
Marcia.

"Amo"!

Lu Silveira disse...

O pior é que a maioria das pessoas que dão pitaco na criação da minha filha NÃO TEM FILHOS!!! Tem que ser muito artista pra aguentar!!!!

Telma disse...

Oi Lu, tem que ser artista mesmo, pois sempre tem alguém para dar algum palpite... Mas palpites de mães jovens normalmente ajudam muito. Gosto de receber e também adoro dar alguns! Mas no final das contas quem sabe o que é bom e o que dá certo somos nós mesmas! Volte sempre por aqui!