domingo, 8 de maio de 2011

Amizade e autoridade


Recentemente li um texto cujo título era “Pais não são amigos”. Gostei porque me fez refletir sobre a perigosa perda de autoridade dos pais. O texto dizia que os pais devem compreender que não podem ser amigos dos filhos, pois a amizade é uma relação linear em que não há hierarquia e todos se manifestam da maneira que têm vontade.
Ao contrário dos amigos, os pais devem dar as regras e os limites para o comportamento dos filhos, por isso a relação deve ser de hierarquia. Pais precisam ter autoridade porque esta é fundamental na educação.
Muitos pais procuram ajuda, pois não conseguem controlar seus filhos. São crianças pequenas que ganharam de seus pais o direito de assumir a função que antes era deles. Com as birras, as crianças conseguem impor a sua vontade, ditar as regras e controlar seus pais.
Para o autor, os pais podem e devem ter “atitudes amigas”, mas não são “amigos”. Pais são pais: devem orientar, ditar as regras, proibir os comportamentos inadequados. Ter autoridade não quer dizer que os pais precisam gritar e bater. Mas de alguma forma os pais precisam se impor perante os filhos e controlar o comportamento deles. Ter autoridade não significa ser autoritário, significa ter o controle da situação e dar a palavra final.
Ao contrário do autor, acredito que os pais devem ser amigos dos filhos.
Atualmente os pais são muito participativos da vida dos filhos. Queremos correr, brincar, fazer bagunça e palhaçada, curtir todos os momentos juntos. Essa é uma característica marcante e positiva da nossa geração de pais.
Penso que os pais devem ser amigos porque devem permitir o diálogo. Mas não podemos confundir que a amizade entre pais e filhos realmente não é igual àquela que temos com os amigos. Além de amizade, os pais devem ter autoridade sobre os filhos.
Os pais devem explicar o motivo de um comportamento inadequado. Mas tem hora que não adianta ficar dialogando com o filho de igual para igual. Devem exercer a autoridade, dizer que “não” e encerrar o assunto. Caso contrário, o filho começa a discutir o problema e às vezes consegue até convencer os pais a reverter a decisão.
É importante que os pais sejam claros e firmes quanto ao comportamento desejado, sem esquecer também de elogiar os filhos quando estes se comportaram conforme o esperado.
É através do limite que a criança passa a enxergar "o outro" e começa a assimilar que não se pode ter ou fazer tudo o que se deseja. Essa é uma etapa mais do que necessária para a formação do caráter da pessoa.
Muitos pais hoje em dia são permissivos demais. Têm receio de impor limites, regras e valores sociais, com a preocupação de que farão mal ou provocarão um trauma psicológico. Isso é um engano. Um pouco de frustração faz parte da educação e do desenvolvimento de toda pessoa.
Devemos buscar o equilíbrio, sendo amigos para educar sempre com carinho, respeito, compreensão e tranqüilidade, mas sem perder nossa autoridade de pais.
Posso dizer que o meu filho de quase dois anos tenta nos controlar e mandar na casa sempre. E nessa idade eles são uma graça e têm um charme todo especial. Controlar as birras é uma tarefa árdua que ainda estamos aprendendo e que exige muita paciência, esforço, equilíbrio, firmeza e autocontrole.
Pais devem ser participativos, companheiros e amigos dos filhos, mas devem ter sempre autoridade sobre eles.
Refleti bem sobre o assunto e conclui: amizade e autoridade devem andar juntas.

3 comentários:

Angi disse...

Oi Telma querida!
Muito obrigada pelo carinho de sempre!Não estou participando da votação da Revista Crescer,mas obrigada mesmo,viu?
Então, como é difícil equilibrar amizade e autoridade, vejo muitos pais amigos de filhos que é lindo de ver, mas eles são amigos, não vejo sendo pais e filhos, muitas vezes não vejo respeito,sabe?
Eu acredito que na missão de mãe, o papel é transmitir valores, e principios, os quais acreditamos serem melhores, e o qual tornará nossos filhos cidadãos bons, e pessoas do bem! Acho que pais preferem não falar sobre certos assuntos com seus filhos,e deixam para a escola educa-los, não concordo, e é o papel do pais educar! Adoro seu blog,adorei seu texto!
Beijos querida

Mon Maternité disse...

Telma ... super importante esse tema.
Minha melhor amiga tem só mãe, o pai dela faleceu quando ela era pequena, e as duas resolveram viver como amigas: falam o que querem, respondem como querem e se acertam quando e como querem. Amo minha amiga e a mãe dela, mas quanto a esse "tipo" de educação, não sou favorável. Deve-se haver uma hierarquia e um respeito sim pelos pais. Existe amizade, quero muito ser amiga da minha filha, desde que haja respeito. Eu sou autoridade na vida da minha filha, e prezo por isso. Não gostava quando pedia algo para meus pais, eles negavam e diziam "que porque sim" ou "porque eu tô mandando", mas termos direitos iguais não está correto.

Beijos, parabéns pelo dia da mamães: ontem, hoje e sempre!
Marcella

www.monmaternite.blogspot.com

Conceição Reis disse...

Telma minha querida nora, mãe do meu amado Henrique. Concordo com a sua forma de criar e educar seu filho, muitas vezes me dando aquela peninha de vovó qd o neto pede socorro e pra não te desautorizar recuo. Você foi escolhida por Deus para ser a esposa e mãe de duas pessoas tão amadas por mim e por tantas outras. Sábia e sensível, com certesa o Henrique será um ser iluminado como você e Junior. Agradeço a Deus por fazer parte da minha vida !!! te amo.