terça-feira, 27 de setembro de 2011

A escolha de ser feliz

Nada nessa vida é mais difícil do que decidir. Decidir significa escolher um único caminho e abrir mão de vários outros. A maternidade é feita de muitas escolhas. Ser mãe, por si só, é a decisão mais difícil. Ter um filho significa receber um amor verdadeiro e incondicional, mas também repleto de responsabilidades. Outra dificuldade na maternidade é decidir quem vai cuidar do filho: a mãe, integralmente, ou a mãe com auxílio da avó, escola ou empregada/babá?
Respeito e admiro as mães que tomaram a decisão de dedicarem-se integralmente ao filho. Essa opção representa uma abdicação da mulher e da sua vida profissional. Sem dúvida é uma decisão muito difícil. A mãe renuncia em muitos aspectos, mas também ganha o privilégio de acompanhar de perto o crescimento do filho. Estar presente em todos os sorrisos, presenciar os primeiros passos, escutar as primeiras palavras e estar ao lado a cada nova conquista. Ninguém conta nenhuma novidade, pois é a mãe que presencia tudo. Que sorte!
As mães que trabalham fora de casa também são privilegiadas por se dedicarem às carreiras profissionais. Essa opção, ao contrário, representa uma abdicação da maternidade e do privilégio de acompanhar de perto o desenvolvimento do filho. É difícil optar por diminuir o tempo de convivência com o filho para se dedicar à profissão. Outras pessoas precisam dividir os cuidados do filho. A preocupação de que o filho está bem assistido, além da culpa de não se dedicar aos primeiros anos, fundamentais no crescimento da criança, costumam atormentar essas mães.
Minha opção foi a de continuar com minha carreira. O aspecto financeiro contribuiu, mas não foi crucial na minha decisão. Vários são os motivos que me levam a trabalhar. Estudei muito e me dediquei vários anos para construir a minha carreira. Além disso, trabalhar me faz sentir útil e realizada. Gosto de mudar o foco materno e encontrar outras pessoas, conversar sobre outros temas e me manter atualizada.
Não me sinto mal ao deixar o Henrique aos cuidados de outras pessoas, seja empregada ou escola. Não acho que a mãe que trabalha está delegando a educação do filho. Para educar o filho a mãe não precisa estar 24 horas ao lado dele. Bastam algumas horas diárias para que a mãe consiga dar carinho, corrigir e ensinar valores. Poucas horas também são suficientes para desfrutar muitos momentos de diversão. O importante é a qualidade da convivência.
Normalmente quem sente a separação não é o filho, e sim a mãe. A mãe sempre acha que o filho estará sentindo muito a sua falta e passará alguma necessidade ou privação sem ela. Isso não é verdade. Conviver com outras pessoas ajuda o filho a se tornar independente, sociável e seguro. Como é bom saber que filho também fica feliz sem a mãe!
Acho saudável quando o filho entende que a mãe precisa ir trabalhar. Trabalho porque gosto e preciso. Preciso trabalhar para ser uma mãe melhor, mais realizada, mais disposta, mais alegre. Aproveito cada minuto que estou em casa para me dedicar ao Henrique. A saudade é tão grande que cuidar dele em poucos momentos deixa de ser uma obrigação e se torna exclusivamente um prazer.
Apesar da certeza de que ele fica bem sem mim, sinto muita falta de conviver mais. Os anos passam rápido e fica uma sensação de que não estou conseguindo acompanhar tão bem o crescimento...
É aqui que entra a escolha de ser feliz. Para mim, ser feliz é acreditar que a escolha foi a melhor a ser feita naquele momento. Às vezes, a opção é a única viável. Outras vezes, a mulher ponderou vários fatores até decidir. Sempre ela vai ganhar em alguns pontos e perder em outros. Mas sempre deve acreditar que fez uma boa escolha.
Gostaria muito que todas as mulheres que trabalham, por necessidade, por prazer, ou por ambos, fossem trabalhar sem culpa, em paz e feliz! Quem trabalha não é menos mãe. Se a mulher se sente bem trabalhando, deve tentar conciliar. Filho não precisa tanto assim da mãe que não possa ficar separado dela por algumas horas.
O importante é ser feliz! Não sentir culpa por deixar o filho e ir trabalhar e não sentir culpa em cuidar do filho e ter abdicado da profissão. Seja feliz com sua decisão, ela foi a melhor a ser tomada no momento! Mas se não estiver feliz, sempre é tempo de mudar!

23 comentários:

Marina Breithaupt disse...

Lindo Telma!!É sempre um desafio tomar decisões, mas no caso da maternidade a sensação de perda é inevitável em qualquer caminho que se escolha. O importante é tomar um rumo, seja a maternidade integral ou a vida profissional, com o coração e ficar confortável nesta decisão. O importante é criar pessoas felizes, portanto não pode haver frustrações por parte da mãe. O importante é estar feliz!!! bjos

Juliani disse...

Telma ainda vou escrever sobre isso.
Minha mãe teve minha irmã e voltou a trabalhar sem problemas, dois anos depois eu nasci e tive várias doenças respiratórias, e aconcelhada pelo pediatra ela parou de trabalhar, depois ainda teve meu irmão.
Mas entrou em um depressão que durou anos, pois ela sempre adorou trabalhar e quando tentou voltar já estava desatualizada.
Concordo com você nos temos que tomar as decisões que nos fazem felizes pq só assim seremos boas mãe.
Beijos

Roteiro Baby disse...

Me identifiquei muito com o seu texto. Adoro conhecer mais blogs de mães de Brasilia. Voltarei muito por aqui...

Chama a mamãe disse...

Oi Telma,
Adorei seu texto, é isso mesmo, o importante é ser feliz e pesar nossas escolhas, por muito tempo eu senti culpa em trabalhar e deixa a Eloise, e sempre achava que deveria mudar. Com o passar do tempo você percebe que realmente importa e que muitas vezes você não quer continuar trabalhando para ficar mais em casa com o filho, mas porque você esta infeliz no seu trabalho. A culpa sempre vai existir se dermos lugar para ela. Da mãe que se dedicou a vida toda pela filho e da mãe que trabalhou demais para dar de tudo para o filho.
Bjossssssssssssss

Cristiane disse...

Tudo na vida é decisão. Decidi para por dois anos e agora trabalho meio período pra ficar mais com meu pequeno. Mas vc tbm tem um trabalho que monitora as crianças muito bem fico encantada com aquelas sua dicas que vieram ai do pessoas que cuidam do seu filho. como eu já te disse muito mais preparada que muitas escolas. Parabens!!! Bjo da Cris

Mundo do Dani disse...

Olá Telma, o texto está lindo e verdadeiro. Concordo mesmo. O importante é sermos felizes !
Beijos

Mon Maternité disse...

Eo poderia ter lido seu texto há uns 4/5 dias atrás e deixado de escrever o texto que escrevi há 4/3 dias!

Obrigada por me mostrar que meu "problema" foi assumi que decidi mudar minha vida! Até agora me culpava porque queria ter a vida de antes, queria que todos tivessem a vida de antes da gravidez, sendo que ninguém a queria como antes ... nem eu, mas precisava me culpar por algo que ninguém me culpa nem nunca me culpou pela gravidez antes da hora.

Obrigada amiga por ser a psicóloga mais querida! Valeu a consulta ... pago depois!

beijos e pode ter certeza que fez a escolha certa quando decidiu um dia criar o blog e um dia escrever esse texto! Má
www.monmaternite.com

Ivna Pinna disse...

Gostei muito do post Telma, concordo com vc, o importante é ser feliz! Se vc está feliz em casa, ótimo, se prefere trabalhar, ótimo tbm, a família estando em harmonia é o que importa!

beijos

Renata disse...

Belas palavras, como é bom isso tudo poder compartilhar né! Me sinto aliviada por saber que há pessoas que pensam como eu, isso é muito bom ;)

Escrevi um post hoje sobre minha vida agitada, mas o importante é saber conciliar e ser feliz na sua escolha.

um Beijo em vcs.

Carol Liôa disse...

o importante e fazermos o q achamos melhor!! e ser feliz com a decisão! isso é otimo né? bjss

Mamãe-Paty disse...

Telma querida, simplesmente amei seu post!
É realmente muito difícil quando temos que fazer a escolha de voltar a trabalhar ou ficar mais tempo com o filho. Mas a sorte é que sempre podemos voltar atrás se não estamos felizes com a decisão tomada! Concordo com você que ninguém é mais ou menos mãe por estar em tempo integral com o filho ou não.. O que vai diferenciar é a qualidade do tempo que você passa com ele!

Beijinhos

Thamiris disse...

Telma, falou e disse, ainda não tenho a medida certa de tudo isso, ainda não nasceu meu baby, mais da pra ter uma noção..


nova aquii

bjo0º

Laiz disse...

Muito bom Telma!! Adorei o post! Concordo mesmo que precisamos estar felizes com a nossa decisão... ou tudo vira um terrível fardo (seja largar a profissão pra ficar com o filho, ou deixar o filho e trabalhar), qualquer escolha será bem feita se for realizada com consciência e muito amor. Nenhuma mãe ama menos seu filho porque trabalha e nenhuma mulher é mais mulher porque fica em casa cuidando da casa e do filhote. São escolhas e decisões, todas certas...sem certo ou errado.
Parabéns pelo texto!!!! Adoro seus posts!!! Bjinhosssssssssssss

Fabrisia Garcia disse...

Oi amiga!
Estou de volta! Concordo com tudo, tudo mesmo que disse. Me identifiquei muito com a sua historia e com a escolha de nos dividirmos na tarefa de ser Mãe e Profissional tb! E acredito que estou feliz com essa escolha!
Um grande bjo
Fabrisia

Li disse...

Oi Telma,

Adorei o seu texto. Achei muito bonito e me tocou bastante!

Beijos!

Lívia.

Funny Paper disse...

Telma, amiga, essa era e acho que continua sendo uma das decisões mais difíceis para algumas mães, pelo menos para mim foi e eu , sinceramente, não soube me decidir, então ficava com minha filha tempo integral, mas pensando em muitos momentos como gostaria de estar trabalhando... não acho que seja assim com todas as mães, algumas fazem sua opção e se sentem muito bem com isso... eu, me arrependo, se pudesse voltar no tempo, não teria parado de trabalhar não, porque concordo plenamente que temos que estar em primeiro lugar satisfeitas com nós mesmos e nossas necessidades para que possamos estar disponíveis no melhor sentido para nossos filhos.

Tem lançamento no Funny Paper!

Angi disse...

Amiga,
Ser feliz é a questão, devemos ser felizes com nossas decisões e/ou necessidade!
Adoro seus textos e reflexões, andei meio sumida,pois meus últimos dias foram complicados por escolha minha!rs
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu!
beijos

Aline Mamãe da Malu disse...

Amei o post!!!
É a decisão que mais me preocupa.
Já escolhi a primeira. Vou fica com a Malu até 1 ano de idade.
Quero poder curtir esses momentos, e estou feliz com minha escolha.
Mas depois quero voltar a trabalhar e estudar. Minha escolha também.

O importante não é estar o tempo todo com o filho e sim os momentos que estiver faça-os serem únicos, prazerosos e felizes!!!

bjs

http://nossavidacommalu.blogspot.com/

Débora Nunes disse...

Adorei o post!!! Concordo o importante é nos sentirmos realizadas para transmetirmos essa alegria par os pequenos!!!

Optei ficar com a Clara mais um tempinho, mas continuo estudando! Estou tentando trabalhar em casa, vamos ver no que vai dar!!! rs

Bjus...
http://amaecoruja.blogspot.com/

Fabrisia Garcia disse...

Poxa Telma!!! Li seu comentario no blog da Angi e fiquei preocupada...
Espero que esteja descansando e consiga dividir melhor seu tempo, sem nos abandonar viu?! Seu cantinho com seus otimos textos continua sendo o meu blog predileto!!!!
Bjo e fique com Deus!!!
Fabrisia

Muito Criança disse...

Olá vi seu blog no da Camila do Chama a mamãe e vim aqui te conhecer. Ai aproveitei e te linkei. Um abraço Patricia.

Laura D. disse...

Telminha, seja sempre, muito muito feliz! Te amo!

Conceição Reis disse...

Telma, concordo com vc. Realmente não precisa estar com o filho as 24 hs do dia, pode sim, delegar algumas delas a outras pessoas responsáveis que com certesa irá cuidar muito bem dele. A mãe, pode tb ser uma boa profissional sem deixar tb de ser uma mãe dedicada ao seu filho como vc é. Sou testemunha do seu amor ,carinho , educaçaõ e dedicação ao Henrique. Ele é um menino muito feliz,lindo ,inteligente e bonzinho. Vcs com muita sabem educa-lo. Sou meio suspeita em dizer tudo isso, mais convivo com ele e vcs, então posso afirmar seu texto. Bjs