quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nada melhor do que a sinceridade

Algo que me fascina nas crianças é a espontaneidade. Crianças não disfarçam as emoções, nem falam nada para tentar agradar alguém. Gosto porque elas são autênticas e sinceras. Se não gostam choram. Se já sabem falar, dizem a verdade. Simples assim. Quem complica somos nós adultos. À medida que crescemos, aprendemos a disfarçar, controlar e esconder nossas emoções. Para mim, a sinceridade infantil não machuca, nem é constrangedora. Acho até muito divertido! A malícia também se faz presente em muitas situações, divertidas também!

- A sinceridade dos outros

Quando saímos para passear com o Henrique, sempre nos referimos a qualquer criança como amiguinho (a). Um dia, minha irmã levou o Henrique ao parquinho e lá tinha duas meninas brincando. Para o Henrique ficar feliz e se aproximar, ela falou: “Olha, Henrique, duas amiguinhas!” Então, as meninas, muito sinceras, responderam: “Nós não somos amigas, somos primas. E não somos amigas dele, pois nem o conhecemos!” Ainda bem que minha irmã conseguiu contornar a situação: “Não são amigos? Então vou apresentar! Esse é o Henrique”.

- A sinceridade para os outros

Outro dia, sai de casa para deixar o Henrique na escola. Assim que o elevador abriu, duas senhoras já estavam lá dentro. O Henrique olhou, estranhou e não gostou. Não queria entrar no elevador de jeito nenhum. Como estávamos bem atrasados, insisti para ele entrar. Então, ele me disse bem alto olhando para as senhoras: “MEDO, mamãe!” Pediu colo e agarrou no meu pescoço... As senhoras tentaram disfarçar, puxaram assunto, fizeram graça para o Henrique, mas não teve jeito. Fiquei um pouco constrangida, mas fazer o que?

- A malícia de um menino mais velho

Reunimos os primos para brincar. Uma disputa danada pelos brinquedos. Um dos primos, muito esperto, pegou todos os carrinhos. O Henrique ficou sem nenhum. Pedi a ele: “Mateus, dá pelo menos um carrinho para o Henrique brincar!” Ele olhou os carrinhos calmamente e pensou bastante para decidir qual daria ao Henrique. Até que pegou um e disse: “Toma, Henrique, vou te dar o mais bonito de todos: é esse, o rosa!” Agora, me respondam com sinceridade, vocês acham que realmente o Mateus acha o carro rosa mais bonito de todos? Achei muito engraçado!
O Mateus poderia somente ter dado o carro rosa sem falar nada, mas foi tão esperto que quis convencer o Henrique de que ele estava ficando com o melhor. O Henrique pegou o carrinho rosa e ficou brincando feliz! Fazer o que? Dizer ao meu filho que ele não pode brincar com carrinho rosa porque é cor de menina seria colocar na cabeça dele um preconceito nada razoável.

E vocês, já passaram constrangimentos ou se divertiram com a sinceridade ou a malícia infantil?

16 comentários:

Andrea Ponte disse...

Bem, se esse Mateus for o meu, eu acredito que ele ache o carro rosa mais bonito, afinal, é a cor do meu carro, que faz o maior sucesso na escola!!!! Rsrsrs

Ivna Pinna disse...

Eu tbm gosto dessa sinceridade infantil. Eu já fiquei um pouco contransgida, pq o filhote não é muito receptivo com pessoas estranhas não, geralmente ele nem responde as pessoas que falam com ele na rua. Já achei até que ele tava ficando meio ogro! hahahaha
Mas é o jeito dele e com o tempo ele vai se aproximando dos amiguinhos que vai fazendo na rua! hehehe

beijos

Cristiane disse...

Crianças... Mudei o bruno de pediátra, pensa? Ele não gosta da atual e implica até com ela.Eu fico tentando disfarçar e nem deixar ele falar pra ela não entender o que ele diz. Tipo: eu não gosto dela!!!! Mas fazer o que seria melhor para o tratamento de bronquite alérgica!!! e ela é uma gracinha, ele implica mesmo!!!! Cris

Mon Maternité disse...

Telma ... tenho uma história de sinceridade infantil muuuito boa! Não é com a Sophia, mas é como se fosse!

Meu primo tornou-se diabético aos 3/4 anos. E com isso, ele aprendeu muito cedo questões sobre carboidratos, sódio, açúcar.

Um dia, estávamos no elevador do prédio em que minha mãe tem consultório, estávamos eu, minha mãe, minha tia e meu primo e uma moça, esta estava tomando sorvete ... lembro-me bem, era aquele sorvete "Tablito".

Estava muuito quente e ela abriu a embalagem, deu duas mordidas com muita vontade quando ao dar a terceira meu primo olha para ela e fala: "Moça, não toma esse sorvete não, tem muito carboidrato e você vai engordar" ... sério, a gente não sabia se dava ria para não chorar ou chorava de tanto rir. A moça agradeceu o conselho e se pudesse jogava o sorvete fora.

Mas posso confessar uma coisa: eu simplesmente amo essa sinceridade infantil!! Não vejo a hora da Sophia soltar uma pérolas dessa!!

Beijos ... Má
www.monmaternite.blogspot.com

Li disse...

Oi, conheci o seu blog hoje e adorei, virei mais vezes por aqui!!!
Sou professora de educação infantil, então, já tive que lidar muitas vezes com a sinceridade e com a malícia infantil... Nesse caso, o Mateus teve uma malícia comum da idade, mas existem crianças que são realmente maldosas e muitas vezes os adultos e a família não querem aceitar que isso exista! Tem até um livro de uma escritora estrangeira que trata desse assunto e se chama: "Jogos na hora da sesta". Mas, isso não vem ao caso agora!
O caso é que realmente as crianças são sinceras e as vezes têm uma malícia infantil que nos faz refletir e muitas vezes até dar risadas!!!

Beijos!

Lívia.

Juliani disse...

A minha afilhada foi me visitar na maternidade e falou: "Madi (madrinha) o Eduardo já nasceu né?! Então pq você ainda esta com esse barrigão?"
Todo mundo caiu na gargalhada!!

Laiz disse...

Acho lindooo! Essa espontaneidade deles..a gente perde isso com o tempo... Ainda não passei por isso com o Nino... mas eles são craques nesses "micos" rsrs Bjocasss

Mamãe-Paty disse...

Hahahahah essa sinceridade toda é realmente ótima! Duro que as vezes, por conta disso, acabamos passando por alguns constrangimentos... Mas mesmo assim, acho lindo! Eu ainda não passei isso com a Ana Luiza, mas com certeza vou curtir muito essa fase dela!

Beijinhos

Dayane disse...

Ah adoro essa sinceridade das crianças! Eles soltam cada uma que a gente fica procurando um buraco pra enfiar a cabeça. Mas depois a gente se diverte muito lembrando da situação. O Mateus é muito esperto!! haha
Beijos


- Futura mãmã !
disse...

Ola...

Ai as crianças e a sua sinceridade sem maldade..rsrs :D

Ficaram prontamente apresentados ksksks :D gostei dessa rapidez..

bom fim de semana

Mundo do Dani disse...

Oi, seu blog é lindo !
Já estou seguindo, e vou passar aqui mais vezes viu ?
Beijo

http://mundodomeudani.blogspot.com/

Funny Paper disse...

Eu adoro a sinceridade infantil! Acho que essa é uma característica das crianças que as torna tão especiais! Minha Júlia sempre foi do tipo super sincera... até demais... já passei por muitos perrengues com ela, tipo querer enfiar a cabeça num buraco!!

Bjs

Sil

Angi disse...

Amiga,
adorei, e adoro a sinceridade das crianças, por isso sou eterna criança, e quando estranho alguém no elevador não entro também!rs
por aqui estou aguardando esses momentos deliciosos!
amiga,viajei no finde e na semana até vim aqui,mas não consegui ler todo o texto!
ótima semana!
saudades!
beijos


- Futura mãmã !
disse...

Esses miudos sao taoo sinceross que por vezes até nos deixam sem palavrinhasss !
Obrigado pelas palavras de força ...valeu muitooo : D

Celi disse...

Eles são demais Telma. Nos encantam com a sinceridade e espontaneidade que tem no dia a dia. Eu adoro! Me divirto com o Felipe também...
Um grande beijo.

ROSANA REIS disse...

No dia seguinte que chegamos a Salvador recebemos a visita de uma amiga muito querida. Após um dia passeando, no calor, ela deita e chama Vitor e Isadora para deitarem, cada um de um lado com ela. Isadora disse: Tia, você podia tomar um banho? seu suvaco tá fedido. Ainda bem que era uma pessoa bem chegada e demos muita risada, mas de lá pra cá fui observando que o mau cheiro a incomodava mais do que o normal, se sentisse alguma coisa levava a mão ao rosto com rapidez, até batia, tapando o nariz e me olhava com a cara espantada como que querendo me fazer entender com aquele olhar o seu desespero por causa do mau cheiro. Chegou ao ponto de suportar quando ela própria ia ao banheiro fazer o número dois. Mas, nada que algumas conversas com a psicóloga e algumas orientações não dessem jeito. Passou, ela já está suportando e não fala nada em público, às vezes fala baixinho pra mim, discretamente.