terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Quarteto Fantástico e o trabalho em equipe


Ontem tive a felicidade de participar do especial SUPERMÃES da Angi. Que privilégio! Escrevi esse texto especialmente para esse SUPERBLOG que adoro visitar! Vou colocar aqui porque algumas amigas queridas só acompanham mesmo o meu "bloguinho". Obrigada a todas que me visitaram na Angi e deixaram lindos comentários! Aos poucos vou tentar administrar o tempo e visitar todas que ainda não conheço. Quis deixar uma mensagem para todas as mães que trabalham muito. Compartilho da correria de vocês e também da culpa de não poder acompanhar tão de perto o desenvolvimento do filho. Mas também quis deixar a mensagem de que o trabalho em equipe, a confiança, a organização e o planejamento são fundamentais para não se perder na correria e tentar desfrutar ao máximo os poucos momentos que sobram para a maternidade. Angi, muito obrigada! Amei essa participação especial!

"Algumas palavras têm o sentido tão forte que não precisam de nenhuma qualificação. Uma delas é MÃE. São apenas três letras, mas que representam o poder do infinito. MÃE é como CÉU, pequeno no nome e grande no significado. O que é, então, uma SUPERMÃE? Para mim, SUPER já está implícito no conceito de MÃE.
Aceitei com muita alegria o convite da querida Angi para falar sobre os meus superpoderes de mãe. Não me considero SUPER em nada. Sou apenas uma mãe comum que ama o filho e tenta driblar a maratona diária para cumprir todas as responsabilidades. Mas adorei a brincadeira!
Como trabalho fora quase o dia inteiro, lá em casa os superpoderes são divididos entre o QUARTETO FANTÁSTICO: a SUPERMÃE, o SUPERPAI, a SUPERVOVÓ e a SUPERQUEQUÉ.
A SUPERMÃE acorda às 6 horas e precisa sair de casa às 6:35, no máximo às 6:38. O dia é todo cronometrado e três minutos fazem muita diferença! A SUPERMÃE começa a trabalhar às 7 horas em ponto. O chefe é tão sistemático que 7:02 já está atrasada... A partir desse horário, o SUPERPAI assume as responsabilidades e cuida do Henrique até a SUPERQUEQUÉ chegar. Isso acontece entre 8 horas e 8:30, dependendo do BATMÓVEL da SUPERQUEQUÉ, vulgo busão.
Então, o SUPERPAI sai para trabalhar e o Henrique fica aos cuidados da SUPERQUEQUÉ, que dá o café da manhã, brinca e dá o banho. Por volta de 10:30, a SUPERQUEQUÉ coloca o Henrique para dormir. Essa parte é essencial na rotina porque o Henrique precisa descansar antes de ir para a escola e a SUPERQUEQUÉ precisa arrumar a cozinha e preparar o almoço.
Enquanto isso a SUPERMÃE trabalha até às 11 horas. Já o SUPERPAI não tem horário nem para almoçar. Normalmente fica no trabalho das 9 horas até às 19 horas. Quando a SUPERMÃE não precisa ir ao supermercado, farmácia, banco, chega em casa por volta de 11:30. A SUPERMÃE acorda o Henrique 12 horas, no máximo 12:10, e consegue curti-lo bem pouquinho até o almoço. Em seguida, a SUPERMÃE deixa o Henrique na escolinha, por volta de 13:25 e volta para o trabalho que reinicia às 14 horas. Às 14:02 a SUPERMÃE está atrasada e às 14:04, muito atrasada, mas isso acontece muito...
Então, a SUPERMÃE trabalha até às 18 horas enquanto o Henrique fica muito feliz na escolinha. No máximo às 18:08, a SUPERMÃE precisa enfrentar o trânsito para a escolinha, que dura uma média de 40 a 45 minutos.
A escolinha fecha às 19 horas e a SUPERMÃE sempre consegue chegar a tempo. Exceto dois dias não conseguiu chegar na hora... Em casa, a SUPERMÃE dá o jantar e brinca bastante com o Henrique até às 21 horas, no máximo 21:30. Às vezes, a SUPERMÃE está tão cansada que se rende aos poderes do PEIXONAUTA e do MISTER MAKER. E quando a SUPERMÃE está exausta, se rende mesmo aos superpoderes da GALINHA PINTADINHA e da XUXA (vol. 10). Afinal, ninguém é o HOMEM DE FERRO!
A SUPERVOVÓ assume quando o Henrique está doente ou não tem aula, seja feriado ou férias escolares. Um apoio essencial na nossa jornada.
Essa é minha maratona diária. Fico bem pouco com meu filho, mas são momentos maravilhosos de muita qualidade. Quando a mãe trabalha fora, precisa confiar em quem vai cuidar do filho. Contar com a vovó, ter uma boa empregada e escolher uma boa escola. Isso não é delegar a educação, mas somente dividir a responsabilidade. Mãe é mãe. Sempre será insubstituível. Nunca pensei em deixar de trabalhar. Trabalhar me deixa feliz e realizada. Se pudesse, eu ficaria mais tempo com o Henrique. Sei que ele está crescendo feliz e bem cuidado. É sociável, seguro, independente e compreende que a mãe precisa trabalhar. Mas ele cresce tão rápido que fica uma sensação de que estou perdendo muito... Mas é a vida, não podemos ter tudo. O Henrique é feliz e a mamãe também, e isso é o que importa!"

2 comentários:

Mãe da Maria disse...

Ai amiga, eu estou no dilema de não querer voltar a trabalhar, mas tem o outro lado, e depois? Quando eu voltar vou estar desatualizada, onde voltar?
Difícil! Ainda tenho um tempinho para decidir!
MAria teria que ficar integral na escola, por isso minha preocupação...
Beijos

Chama a mamãe disse...

Querida, só agora consegui ler esse post com calma. Realmente é uma correria nossa vida, a minha não é muito diferente, mas assim como você sei que necessito trabalhar e faço o meu melhor para fazer a Eloise feliz. Eu também não concordo com o termo delegar educação e sim dividir responsabilidade. Um dia um pediatra falou isso para mim: sua filha fica sempre doente porque você transfere os cuidados dela para outras pessoas. Fiquei indignada e nunca mais voltei nele. É incrivel como tem profissionais da área tão desatualizados e mediocres!

Bjos amiga e parabéns vc é uma SUPERMÃE!